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Acordo de Paris pode ir pelos ares e a pique
Semana passada caiu uma enxurrada de notícias preocupantes. A mais assustadora se refere à velocidade em que o nível do mar vem subindo. E que nem se as atuais metas do Acordo de Paris forem cumpridas à risca, poderemos evitar isso. Mas os ajustes necessários esbarram em entraves burocráticos que impedem, por exemplo, que atividades altamente poluidoras, como a aviação comercial e a navegação de carga e transporte, sejam incluídas no tratado.
Bons ventos suecos
Em até 25 anos, a Suécia suprirá 100% de sua demanda energética a partir de fontes renováveis. O ás na manga do governo local é o amplo potencial do país para abrigar usinas eólicas terrestres. Nos próximos anos, as turbinas a vento ainda vão substituir as usinas nucleares.
O calor matou os antílopes saiga
Quem matou em menos de um mês mais de 200 mil antílopes saiga em 2015, no Cazaquistão? Três anos depois, o assassino foi descoberto: as mudanças climáticas. A espécie, que já corria risco de extinção, teve sua população reduzida em 60% de uma só vez.
Luta pelas baleias continua
A proposta de criação de um santuário de baleias no Atlântico Sul foi derrotada em votação na Comissão Baleeira Internacional. Apesar da frustração, o crescente apoio ao santuário mostra que, mais cedo ou mais tarde, sua criação será aprovada.
Ouçam o que tem a dizer Salgado
As imagens de Sebastião Salgado valem mais do que mil palavras, mas sempre vale a pena ouvir o que ele tem a dizer. Segundo um dos mais renomados fotógrafos do mundo, reflorestar um hectare de terra desmatada custa R$ 25 mil; e sem a participação de indígenas e ribeirinhos na preservação de rios e matas, esse dinheiro ainda seria jogado fora.
Em 2017, a cada seis dias um ativista foi assassinado no Brasil
São 57 mortos e apenas dois casos esclarecidos. O país lidera, pelo segundo ano consecutivo o balanço da ONG internacional Global Witness. Pela primeira vez, conflitos relacionados ao agronegócio encabeçam esse triste ranking.
Estrago no Cerrado pode ser irreversível
Depois de feito o estrago, é difícil de consertar. Segundo um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), uma vez degradado, o Cerrado não se regenera naturalmente. E o segundo maior bioma do país, que pode abrigar 35 espécies diferentes de plantas por metro quadrado, está virando pastagem ou lavoura de soja.
Corais agonizam
Pelo quinto ano consecutivo, o governo da Austrália classificou como “péssima” a qualidade da água, da flora marinha e dos corais da região da Grande Barreira de Corais. O gigantesco ecossistema é vítima do escoamento agrícola desordenado e do aquecimento global, que causa seu branqueamento.
Nem tudo que reluz vale ouro
O verde vale mais do que o ouro. O Brasil tem a maior biodiversidade do mundo e essa é a sua maior riqueza. Mas o garimpo ilegal avança sobre a Amazônia, levando destruição à floresta. Com o Ibama cada vez mais enfraquecido, os Munduruku lutam praticamente sozinhos para deter os invasores.
Descarboniza, Brasil!
Como o Brasil pode chegar mais limpo, saudável e sustentável à metade do século? Conheça algumas propostas no 4º Seminário Nacional Sobre Emissões de Gases do Efeito Estufa – Como Descarbonizar o Brasil até 2050, que acontece na quinta-feira, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Soldados do meio ambiente
Intervenção militar do bem: a China convocou 60 mil soldados para plantar árvores. A ideia é reflorestar uma área de 84 mil km² até o fim do ano, o que dá mais ou menos uma Irlanda.
Um Acre a mais e mais veneno
Mais terra, menos gente e mais veneno. Segundo o Censo Agropecuário 2017 do IBGE, em 11 anos a área ocupada por propriedades rurais no Brasil cresceu 16,5 milhões de hectares, o equivalente ao estado do Acre. Mas isso não significou mais geração de empregos: com a mecanização da produção, 1,5 milhão de trabalhadores deixaram o campo.